Literacia monetária · Portugal
AO ÊNTIMO
EURIBOR 3M2,51 %ago 2026INFLAÇÃO HOMÓLOGA+3,6 %ago 2026GASÓLEO2,157 €/L15 set 2026GASOLINA 952,070 €/L15 set 2026SALÁRIO MÍNIMO920 €2026CERTIFICADOS AFORRO F2,50 %bruta

Proteção no desemprego

Se ficares sem trabalho

Os 11 % que descontas todos os meses pagam isto: se perderes o emprego de forma involuntária, a Segurança Social devolve-te uma parte — 65 % da tua remuneração de referência, dentro de limites e por tempo contado.

Fig. 1Simulador de subsídio de desemprego

A remuneração de referência é a média dos primeiros 12 dos últimos 14 meses, com subsídios de férias e de Natal — para salário estável, é bruto × 14/12. Prazo de garantia: 360 dias de descontos nos últimos 24 meses.

O teu subsídio65 % da remuneração de referência

996,81 €/mês

Remuneração de referência
1750,00 €
… líquida (após SS + retenção)
1329,08 €
Do 7.º mês em diante (−10 %)
897,13 €
Duração
450 dias (~15 meses)

Limites: entre 537,13 € e 1342,83 € (1–2,5×IAS), e nunca acima de 75 % da remuneração líquida de referência. Pedido no IEFP até 90 dias após o fim do contrato.

Fonte: DL n.º 220/2006 (regime de proteção no desemprego); Guia Prático Subsídio de Desemprego — seg-social.pt; IAS 2026 = 537,13 € (Portaria 480-A/2025/1); SMN 2026 = 920 €

Fig. 2Recibos verdes — da faturação ao bolso

Regime simplificado: o IRS incide sobre 75 % do que faturas. A SS é 21,4 % sobre o rendimento relevante (70 % do bruto) — cerca de 15 % do que recebes, com base mínima de 1,5×IAS. Os clientes retêm 23 % na fonte (2026), que acerta na liquidação.

Por ano, em 24 000 € faturados
Segurança Social
3595,20 €
IRS (75 % × escalões)
2611,47 €
Líquido anual
17 793,33 €
Por mês (12)
1482,78 €
Peso total (SS + IRS)
25,9 %

Da faturação ao bolso

Decomposição em cascata
Faturação24 000,00 €100,0 % do total
Segurança Social-3595,20 €85,0 % do total
IRS-2611,47 €74,1 % do total
Líquido17 793,33 €74,1 % do total

Fonte: CIRS art. 31.º (coeficiente regime simplificado), art. 101.º (retenção 23 % em 2026); Código Contributivo art. 168.º (21,4 % sobre rendimento relevante)

O que a simulação simplifica

Assume salário estável nos últimos 14 meses e descontos contínuos — na realidade a remuneração de referência soma o que efetivamente entrou para a Segurança Social. Não cobre subsídio social de desemprego, trabalhadores independentes, nem as regras transitórias de carreiras antigas. A decisão certa é a da Segurança Social.